O bom relacionamento médico paciente é o segredo do sucesso para o tratamento da Artrite Reumatoide. Mas, quando falamos em estar diante do médico, muitas vezes vem aquela imagem de o médico ser soberano e superior e nem sempre liga para aquelas bobeiras que falamos ou perguntamos. Para começar a viver bem, precisamos tirar essa imagem do médico da nossa cabeça. Ao entrar no consultório, olhe para o reumatologista como um parceiro na luta contra a AR.

Algumas dicas são importantes para a consulta:

  • Relate tudo aquilo que se passou com você entre as consultas. É importante anotar e levar os acontecimentos da forma como ocorreram, por exemplo: “ao acordar sinto-me cansada com a sensação de que não dormi direito”, o que pode parecer uma bobeira, mas, para o médico, é sinal de “fadiga”… e fadiga é sinal de doença ativa.
  • Duvidas sobre dietas e interações medicamentosas (quais medicamentos posso tomar juntos ou não) também devem ser esclarecidas com o médico.
  • Para mulheres, o uso de pílulas anticoncepcionais também deve ser compartilhado com o reumatologista. Algumas pílulas podem ter concentrações maiores de hormônios, por isso o reumatologista pode ajudar o ginecologista a escolher o melhor anticoncepcional. 
  • Efeitos colaterais de medicamentos, como náusea, desconforto gástrico ou a frequente queda de cabelos, devem ser observados e falados para o médico reumatologista avaliar e realizar a notificação destes eventos adversos.
  • É importante ter alguém da família para acompanhar as consultas e orientações médicas. Isso nos ajuda a conviver melhor com  a Artrite Reumatoide e envolver a família se torna um aliado na luta diária contra a AR. Lembro de que quando eu tive uma tosse estranha por mais de seis meses, fiz vários exames, tomografias e nada. Até que um dia, a minha mãe falou para meu médico “quando ela toma tal medicamento essa tosse piora” e eu tomava aquele medicamento uma vez por semana. Eu, como paciente não observei isso, mas minha mãe conseguir relacionar a tosse com o efeito colateral do medicamento. Família no tratamento é muito importante.

Pergunte e pergunte e pergunte, o momento da consulta é nosso momento de “consultoria” onde o médico é nosso consultor e está ali para exercer o seu papel de orientador para viver bem além da AR.