Essa é uma frase comum para um grande número de pessoas que convivem com artrite reumatoide (AR). A incompreensão familiar, a dificuldade de adaptação da vida com AR às rotinas familiares são assuntos delicados que deve ser trabalhados dia a dia. A informação é uma potente arma contra a incompreensão familiar.

Devemos fazer uma reflexão breve: “Se para nós, que temos a artrite reumatoide, é difícil entender a nova vida com a doença, imagina para quem não sente a dor?” Para iniciarmos uma quebra dessa barreira de compreensão, é preciso, analisarmos a melhor forma de explicar sobre o que é a AR e de que forma impacta a nossa vida. Isso é importante, porque, para quem não tem fadiga, levantar tarde da cama pode ser sinal de preguiça. Para quem não tem dor, ter um dia pouco produtivo pode ser sinal de corpo mole. Esses pequenos entendimentos, podem gerar incompreensão, por isso, precisamos levar informação para a nossa família.

É preciso analisar a melhor estratégia de comunicação, conforme cada ente querido. Uma boa forma de ajudar a nossa família a nos compreender é envolvê-los no tratamento, convida-los para ir a uma consulta, levar para dentro de casa material impresso sobre a doença e aprendermos a expressar a nossa dor, em um bom tom. Digo em bom tom, porque quase sempre, quando estamos com dor, nos tornamos intolerantes e podemos, nesse momento, ser rudes com nossos familiares.

Por isso é importante estabelecer uma boa comunicação. Comunicar e explicar como nos sentimos com dor é uma atividade para fazer quando não estamos com dor. Nunca deixe para iniciar um diálogo com sua família no momento de dor. Converse com seus familiares sobre sua dor em uma hora que estiver com dor controlada, dessa forma você tem mais chance de ter sucesso e de ser compreendido.

Lembre-se sempre: o mundo nos entenderá, se nos fizermos entender!