Artrite reumatoide e álcool

Artrite reumatoide e álcool

 

Segundo estudo de pesquisadores da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, publicado no jornal Rheumatology, da Universidade de Oxford, o consumo de álcool pode diminuir a severidade da artrite reumatoide.

 

Foram avaliadas 1887 pessoas, sendo que o número de participantes com a doença foi de 873 pessoas e os demais foram utilizados como grupo de controle para o estudo. Foi determinado o quanto de álcool foi ingerido no mês anterior ao início por cada um e realizados exames de raio-x, de sangue e análise minuciosa das articulações.

 

Os pacientes que consumiam frequentemente álcool apresentaram sintomas menos intensos em comparação com os que tinham AR mas não bebiam, bebiam pouco ou só esporadicamente.

 

Os exames de raio-x revelaram articulações menos danificadas e os exames de sangue mostraram níveis menores de inflamação nos que bebiam regularmente. Esses pacientes reclamavam menos de dores nas juntas, inchaço e deficiência física.

 

Os estudos mostraram também que os abstêmios são quatro vezes mais propensos a desenvolver artrite reumatoide do que aqueles que ingerem bebida alcoolica mais de 10 dias por mês. Ou seja, o risco de desenvolver a doença diminuiu em proporção ao aumento do consumo.

 

Não se sabe como o álcool afeta a artrite reumatoide, mas há evidências de que ele suprime a atividade do sistema imunológico. Uma hipótese para explicar a diminuição na severidade dos sintomas seriam os efeitos anti-inflamatórios e analgésicos do álcool.

 

No entanto, é importante lembrar que o álcool pode interagir com os poderosos medicamentos que ajudam a controlar a doença, aumentando a probabilidade de danos no fígado dos pacientes.

 

As pessoas que têm artrite reumatoide ou aquelas com deficiências físicas ou com mau estado de saúde em geral, muitas vezes, devem reduzir a frequência de seu consumo de álcool porque tomam medicamentos que não se misturam com ele.

 

Além disso, o álcool também pode afetar o equilíbrio, aumentando o risco de quedas e ossos quebrados, e pode perturbar o sono, além de contribuir para a depressão, uma doença que é frequentemente parceira da dor crônica.