Pesquisa de uma conceituada universidade britânica aponta que os jovens estão preocupados sobre a forma com que o tratamento médico poderá impactar a rotina e as atividades de vida diária.
Essa pesquisa nos remete ao que chamamos de “decisão compartilhada”, momento em que nós, pacientes, levamos aos médicos nossas dúvidas e disponibilidade para tratamento.
 
O médico deve ser informado sobre nossa rotina de vida, a que hora acordamos e o que fazemos ao longo do dia. Às vezes, tomar vários comprimidos por dia pode ser constrangedor diante dos colegas de trabalho, pois, com isso, chamando a atenção para nossa vida “diferenciada”.
 
No caso dos medicamentos injetáveis, tomar uma injeção por semana, pode ser uma barreira de tratamento para quem trabalha viajando com frequência, bem como transportar e armazenar medicamentos refrigeráveis estando fora de casa também pode ser complicado.
 
O médico, quando toma a decisão sobre o medicamento, muitas vezes nos pergunta o que achamos ou esperamos. Porém, principalmente nos serviços públicos de saúde, isso nem sempre acontece, portanto, nós, pacientes, precisamos ter um posicionamento e informar ao médico sobre a nossa rotina de vida e manifestar o desejo de ter um tratamento medicamentoso que nos permita aderência e menor constrangimento.
 
O diálogo e bom relacionamento paciente com médico, contribui para boa evolução clínica de cada um de nós. Converse e compartilhe com o seu médico as decisões que melhor atendam suas necessidades.